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O SOCIAL E SUAS SOLUÇÕES

Nas ramificações do conhecimento acadêmico existe algo chamado de ciência exata, o que pressupõe haver outra “inexata”, intangível, imensurável, no mesmo rol da cientificidade.

Célio MoraesArquivo2 min de leitura
O SOCIAL E SUAS SOLUÇÕES

Nas ramificações do conhecimento acadêmico existe algo chamado de ciência exata, o que pressupõe haver outra “inexata”, intangível, imensurável, no mesmo rol da cientificidade.

Em contraponto a algo que se apalpa, se pega com as mãos e divide, multiplica, decanta ou funde a olhos vistos por todos, haveria o que se virtualiza por individuo. O que se reflete e depende de pré-requisitos específicos, que se realiza no campo mais secreto de cada um.

Assim a experiência individual e subjetiva atribui a essas esferas da vida seus valores, aprovações ou derreados olhares que os classificam sob a credibilidade de quem os lança a julgamento público. Em alguns casos são opiniões, visões pessoais, em um perigoso flerte com o “achismo”.

A área social que produz conhecimento se esfalfa para ser aceita como ciência que pode sim planejar, executar e resolver. Que todos os relativismos que envolvem seus preceitos de lidar com pessoas e almas humanas não a dispensam de entregar resultados concretos e traduzíveis em indicadores de processos, objetivos alcançados e impactos sociais.

A validação desse pensamento cartesiano para um conhecimento que lida, sobretudo com as agonias da sociedade e interage com as expressões dessas vulnerabilidades em cada cidadão atendido, é hoje, talvez, o maior desafio a ser construído como matéria acadêmica e principalmente como elemento do cotidiano e das conversas coloquiais dos profissionais do social.

No meio dessas questões históricas recheadas mais de vícios do que de virtudes, há que se alterar alguns dados culturais que presidem o pensamento e a prática que submetem nosso fazer em algo de segunda categoria, próprio do senso comum, de uma subjetividade dúbia e duvidosa.

Por isso são criadas no país diversas experiências para exercitar esse novo momento do trabalho social. Já não nos basta ter uma legislação, instâncias de reivindicação de novos direitos, ou até mesmo uma Política explicitada em lei com seu sistema de execução desenhado.

Cabe-nos hoje também um olhar mais circunspecto, um exame de nosso próprio umbigo, de extirpar de nossa própria carne autoindulgente, as explicações e relatórios que somente nós entendemos e com os quais nos consolamos pelos grandes e pequenos equívocos profissionais cometidos.

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